terça-feira, 2 de abril de 2013

Tchecoslováquia – A Primavera de Praga e a Revolução de Veludo



Após a Segunda Guerra Mundial, no ano de 1948, a Tchecoslováquia ficou sob domínio da URSS, passando a ter um governo comunista. Em 1968, era desejo do país caminhar para a democracia. Sob a liderança de Alexander Dubcek — secretário do partido comunista da Tchecoslováquia —, foi introduzida uma série de reformas políticas e econômicas no país. A liberdade de expressão foi restaurada, presos políticos foram libertados e os sindicatos tornaram-se independentes do partido comunista. A ideia era instaurar no país um “socialismo com rosto humano”, que não tivesse relação com o totalitarismo e a opressão. O movimento, que tomou conta das ruas, ficou conhecido como “Primavera de Praga”.
A Tchecoslováquia era um país-satélite da URSS, e não demorou até que o governo soviético, sob a direção de Leonid Brejnev, tomasse medidas para conter o surto democrático na Tchecoslováquia. Inicialmente, foram enviadas tropas das nações participantes do Pacto de Varsóvia — Polônia, Hungria, Bulgária e RDA — para a fronteira do país. Embora ameaçados de invasão, os tchecos não se calaram. Na noite de 20 de agosto de 1968, tanques soviéticos e para-quedistas tomaram a cidade de Praga. Mesmo com a invasão, o povo tcheco continuou protestando em nome de sua liberdade, e muitos manifestantes foram presos.
Alexander Dubcek, o líder das reformas tchecas, para conter a situação, tentou fazer um acordo em Moscou para que as tropas fossem retiradas de Praga. O acordo foi aceito, as reformas cessaram e ele foi substituído por um presidente pró-soviético e, depois, expulso do partido. A tentativa de democratizar a Tchecoslováquia tinha sido esmagada, e começava um período de dura repressão.
Dubcek só voltou ao cenário político da Tchecoslováquia em 1989 (quase 20 anos depois), com a chamada “Revolução de Veludo”, um movimento pacífico de restauração democrática que levou à queda do regime comunista no país.
Bibliografia Consultada:

1991: Fim do Pacto de Varsóvia
Primavera de Praga

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os Principais Minérios do Brasil


                                            Os Principais minérios do Brasil 
Ferro 
No final do século XVIII o ferro foi descoberto no Brasil e passou a ser útilizado no século XIX, emMinas Gerais
O Brasil possui a quinta maior reserva do mundo, possuindo um grande volume de minério. Com o alto teor de ferro contido nesses minérios, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de ferro do mundo. 
Os principais minérios do ferro são: 
Magnetita – 72,4% teor de ferro.
Hematita – 70,0% teor de ferro.
Limonita – 59,9% teor de ferro.
Siderita – 48,0% teor de ferro.
As principais jazidas de ferro brasileiras são: Quadrilátero de Ferro (Minas Gerais), Serra dos Carajás (Pará), Morro do Urucum (Mato Grosso do Sul). 
Quadrilátero de Ferro de Minas Gerais 
O Quadrilátero de Ferro de Minas Gerais é a principal área produtora de minério de ferro do Brasil, responsável por aproximadamente 75% da produção nacional. Com 8.000km2 essa área abrange as cidade de Belo Horizonte, Congonhas do Campo, Mariana e Santa Bárbara. 
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é a maior empresa produtora de minério de ferro do Brasil, fornecendo tanto para o mercado externo quanto para o interno. 
A maioria das produções para o mercado externo é escoada pela estrada de ferro Vitória-Minas até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo
Morro do Urucum em Mato Grosso 
Está localizado na região do Pantanal no Mato Grosso do Sul. Existem alguns estorvos no aproveitamento dos recursos dessa área, como a grande distância dos maiores mercados de consumo, e a baixa qualidade do minério. Por isso, a produção desses minérios ainda é muito pequena, e é especialmente destinada para a Argentina e Paraguai. 
Serra dos Carajás no Pará 
Localizada no Sudeste do Pará, é considerada uma das maiores jazidas de ferro do mundo, sendo desvendada em 1967 pela Companhia Meridional de mineração (subsidiária do U.S. STEEL Corp.). 
Possui grandes reservas de ferro e manganês, em média há uma produção mineral de 50 milhões de toneladas anuais. O minério é escoado pela estrada Ponta da Madeira até o Terminal Itaqui, em São Luís, no Maranhão
A Companhia Vale do Rio Doce detém o direito de exploração da Serra de Carajás. 
Manganês 
O Brasil possui a sexta maior reserva do mundo de manganês, sendo aproximadamente 53.790 toneladas. As jazidas de manganês mais importantes estão localizadas na Serra dos Carajás (PA) e no Quadrilátero do Ferro (MG). 
Cerca de 95% do manganês é aproveitado na indústria, e essa grande utilização faz deste minério estratégico, pois seus principais consumidores, como os EUA, França, Alemanha, Japão, não possuem reservas. 
Alumínio 
O Brasil ocupa a 3ª posição em reserva de alumínio, que tem a bauxita como o principal minério. As reservas mundiais de bauxita chegam a 28,8 toneladas, e o Brasil possui 13,5% deste total. Os depósitos estão localizados aos redores da região Amazônica, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina
Cobre 
É um dos metais mais consumidos mundialmente, ultrapassado apenas pelo ferro e pelo alumínio. Os minérios mais importantes são os sulfetos, que contém até 2,0% de cobre. 
As maiores reservas de cobre do mundo estão no Chile (27,3%) e nos estado Unidos (15,1%). O Brasil possui apenas 1,9% das reserva mundias e uma produção que chega a cerca de 0,4% da produção mundial, ou seja, nosso país é bastante carente deste metal, se constituindo um grande comprador no mercado mundial. 
As jazidas brasileiras de minério de cobre mais importantes são: Camaquã (RS), Caraíba (BA), Carajás (PA).

Fusos Horários 1º E.M


FUSOS HORÁRIOS



Nosso planeta possui uma forma esférica, por essa razão quando realiza o movimento de rotação (movimento que a Terra realiza em torno de si própria), uma parte fica iluminada pelo Sol, enquanto a outra fica escura. Na medida em que este movimento se realiza, as áreas que estavam iluminadas vão gradualmente perdendo sua luminosidade, ou seja, onde é manhã logo passa a ser tarde, e assim por diante.

A Terra possui 360°, e o dia é composto por 24 horas. Então, se dividirmos 360° por 24, totalizamos 15°, o que corresponde a 60 minutos, ou seja, 1 hora. O movimento de rotação é responsável pelo surgimento dos dias e das noites. O homem instituiu horários distintos no mundo, e a partir daí foi inserindo o sistema de fusos horários.

O mundo todo possui ao todo 24 fusos e cada um desses corresponde a uma linha imaginária traçada de um pólo ao outro. Dessa maneira, cada fuso se encontra entre dois meridianos. Toda porção terrestre que se estabelece nesse intervalo possui o mesmo horário.

Antes da implantação dos fusos, existiam diversos contratempos e problemas, por isso em 1884 foi realizada nos Estados Unidos, uma conferência de astrônomos na qual foi discutida a padronização dos horários em todos os pontos do planeta. O Meridiano de Greenwich é o meridiano principal, uma vez que esse é o ponto inicial ou referencial para a implantação dos fusos. A partir então do Meridiano de Greenwich, no sentido leste, a cada fuso adianta-se uma hora, e no sentido oeste, atrasa-se uma hora. Por exemplo: Quando em Los Angeles nos EUA for 14 horas, em Bagdá no Iraque  (cidade localizada a onze fusos de diferença) será 1 hora.

Os Menores países do Mundo


Os Menores Países do Mundo


                                  Saiba quais são os dez menores países do mundo e conheça suas dimensões.

1. Vaticano (0,44 km²)
2. Mônaco (1,95 km²)

3. Nauru (21,2 km²)

4. Tuvalu (24 km²)

5. San Marino (60,5 km²)

6. Liechtenstein (160 km²)
7. Ilhas Marshall (181 km²)

8. São Cristóvão e Névis (269 km²)

9. Maldivas (298 km²)
10. Malta (316 km²)


Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br

O fim do governo de Hugo Chávez


No dia 5 de março de 2013, morreu, vítima de câncer, um dos principais líderes da América Latina, o presidente venezuelano Hugo Chávez. Saiba sobre sua trajetória política e as possíveis implicações e desafios para o governo da Venezuela após a sua morte, bem como os impactos do fim do seu governo para a América Latina.
Antes de se tornar presidente da Venezuela, Hugo Chávez era oficial militar de carreira. Sempre foi entusiasta da doutrina político-ideológica de esquerda do bolivarianismo, que é baseada nas ideias de Simón Bolivar (1783-1830), político militar venezuelano que lutou na guerra de independência de diversos países da América Espanhola, e defendia maior integração entre os países latino-americanos frente à dominação colonial.
Simón Bolívar inspirou o bolivarianismo, que teve como principal ícone contemporâneo o presidente venezuelano Hugo Chávez. Referência: BERNAL, A. Ricardo. Retrato de Símon Bolívar.  1902. 1 óleo sobre tela: color.
Simón Bolívar inspirou o bolivarianismo, que teve como principal ícone contemporâneo o presidente venezuelano Hugo Chávez. Referência: BERNAL, A. Ricardo. Retrato de Símon Bolívar. 1902. 1 óleo sobre tela: color.
Nos dias atuais, essa teoria é retomada para reivindicar uma maior autonomia dos países latino-americanos frente às intervenções políticas e econômicas estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos. A união desses países é vista como central para o desenvolvimento econômico com justiça social da América Latina.
Muitos analistas consideram que a força política de Chávez surgiu no começo da década de 1990. No ano de 1989, o então presidente, Carlos Andrés Perez, instituiu uma série de medidas neoliberais de austeridade fiscal, o que provocou uma grande manifestação popular conhecida como “Carcaraço”. O governo venezuelano, para conter esse levante, convocou uma ação militar que provocou um grande massacre. Evocando principalmente esse episódio, em 1992, Hugo Chávez tentou dar um Golpe de Estado para derrubar Perez, que acabou fracassando, levando-o a cumprir dois anos de prisão. Apesar de não conseguir seu objetivo de destituir Carlos Andrés Perez, a partir desse acontecimento, Chávez  projeta-se no cenário nacional venezuelano.
Após sair da prisão, por meio de uma anistia aprovada pelo presidente Rafael Caldera, Chávez funda, em 1997, o partido político Movimento Quinta República (MVR) que o leva a vencer as eleições para a presidência da Venezuela em 1998.  No ano seguinte, assume o governo, mandato esse que segue até sua morte em 2013,  embora tenha sofrido uma tentativa de golpe  em 2002,  que o afastou do poder por 47 horas. Chávez manteve-se no poder por meio de uma série de medidas de reformas na Constituição, que foram aprovadas em plebiscitos, e instituíram decretos que permitiram a sua reeleição.
O seu governo foi marcado por polêmicas. Por um lado, fez uma política agressiva de combate à miséria no país, o que resultou na melhoria das condições socioeconômicas, principalmente da população mais empobrecida. Por outro, foi acusado de limitar a liberdade de impressa na Venezuela e de aumentar em demasiado o poder da presidência nas decisões políticas, em detrimento dos demais poderes do Legislativo e Judiciário. Além disso, suas políticas externas de confronto, com países como os Estado Unidos, Israel e Colômbia e de aproximação de outros como Cuba e Irã, foram vistas como desvantajosas para muitos governantes ocidentais.

Hugo Chávez governou a Venezuela por aproximadamente 14 anos. Foi um líder bastante polêmico e recebeu duras críticas, sendo seu regime diversas vezes comparado com o de Fidel Castro em Cuba. Crédito: Marcello casal Jr/Arquivo ABr. CC BY 3.0
Hugo Chávez governou a Venezuela por aproximadamente 14 anos. Foi um líder bastante polêmico e recebeu duras críticas, sendo seu regime diversas vezes comparado com o de Fidel Castro em Cuba. Crédito: Marcello casal Jr/Arquivo ABr. CC BY 3.0
Além de Cuba, a Venezuela, durante o mandato de Chávez, tinha uma boa relação com o Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador e demais países que formam uma coalizão de governos de esquerda na América Latina. Um fato importante que ocorreu durante o seu mandato foi a adesão da Venezuela como país-membro do Mercosul no dia 31 de julho de 2012. Tal acontecimento trouxe um aumento das reservas de riquezas para o bloco, principalmente oriundas da exploração de petróleo venezuelano. Representou também um ganho histórico para o seu país, que há tempo pleiteava a adesão a esse bloco econômico.
Hugo Chávez, posando para a foto oficial de adesão da Venezuela ao Mercosul.Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil. CC BY 3.0
Hugo Chávez, posando para a foto oficial de adesão da Venezuela ao Mercosul.Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil. CC BY 3.0
Em suma, polêmicas à parte, a América Latina perde um líder que defendia e lutava para uma maior autonomia dessa região e a Venezuela um presidente que se dedicava a melhorar as condições de vida da sua população. Chávez foi um líder carismático muito aclamado pelos venezuelanos, principalmente das classes econômicas mais pobres que o mantiveram no poder nas suas disputas eleitorais. Ao mesmo tempo também desagradou parte da população venezuelana que clamava principalmente por maior liberdade em seu país e questionava seus longos anos no poder.
Em 2012, Chávez reelege-se para um terceiro mandato. Porém, a fragilidade de sua saúde não permite exercê-lo por completo, ficando a cargo do vice-presidente Nicolás Maduro. Crédito: Imprensa Miraflores / Télam / lz/ABr. CC BY 3.0
Em 2012, Chávez reelege-se para um terceiro mandato. Porém, a fragilidade de sua saúde não permite exercê-lo por completo, ficando a cargo do vice-presidente Nicolás Maduro. Crédito: Imprensa Miraflores / Télam / lz/ABr. CC BY 3.0
Com a sua morte, o vice-presidente Nicolás Maduro assume interinamente até novas eleições que serão marcadas em aproximadamente 30 dias. O futuro da Venezuela é incerto. O que se observa nos dias que sucederam a morte de Chávez é um discurso de união entre seus opositores e aliados. É necessário formar um governo consistente que vise à superação de inúmeros desafios que o país ainda enfrenta. Por exemplo, combater a violência, que aumentou nos últimos anos;  diminuir a inflação, que é uma das maiores da história do país; manter as políticas sociais de combate à pobreza e às desigualdades; melhorar o gerenciamento das riquezas obtidas pela exploração de petróleo, para que essa se converta em políticas de bem-estar social para toda a população venezuelana, entre outros.

Acompanhe também as reportagens:
Entrevista de Hugo Chávez sobre a tentativa de destituição do seu governo em 2002 e as principais características e polêmicas do seu mandato.
Repercussão e os impactos da morte de Hugo Chávez para a América Latina.

Por Helena dos Santos Lisboa